A maioria fica nas internas. Tipo: "metade da mesa tá de roupa em tons de vermelho". Ou "esse lado aqui tem muito mais gente de óculos". Ou ainda: "todos os caras tão de calça social e camisa pólo" (mas isso, com a graça dos deuses, é na mesa ao lado.).
E esse particular grupo aqui eu sempre tive vontade de compartilhar. Só não tinha aonde. Pois apesar de não parecer, eu não posto tudo o que me passa pela cabeça no facebook. E isso aqui não me pareceu apropriado práli. Mas pra cá rola.
Pois... minha família é de Pernambuco (e da Paraíba pela via da avó paterna). E Freires (i,y) em Pernambuco, os há.
- Gilberto Freyre, claro - o avô dos meus primos queridos Tonito e Cecília. O pai de tia Sônia. E por conta disso li "Casa Grande e Senzala" em francês, com doze anos. Efeitos ainda se fazem sentir.
- Paulo Freire - professor da minha mãe na Escola de Serviço Social de Recife, reencontrado em Genebra, quando era casado com a querida Elza. Pai de (entre outros) Cristina (companheira de férias gregas) e de Joaquim - meu primeiro professor de violão (coitado, sofreu um tanto. Mas guardo doce lembrança dele).
- Roberto Freire - pois é. Mais distante. Amigo dos meus pais de juventude. E mais não digo sobre. Já compartilhei, século passado, mesa de restaurante com ele e com sua filha que voltava de curso de balé na União Soviética. Se não me engano. Mas acho que não.
- Marcos Freire - pra quem meu pai trabalhou, com dedicação e alegria, no Ministério da Reforma Agrária. Meu pai que quase tava naquele fatídico avião, junto com ele, com Ivan Ribeiro e com tantos outros. E a gente (Marcelo e eu) ficou sem saber se ele tava ou não por quase quarenta minutos. Os piores quarenta minutos da minha vida. Pai de Marusa, nossa companheira no SPA Espaço Natural. Grande figura.